Prédios comerciais altos vistos de baixo para cima com céu azul e nuvens ao fundo

A cada mudança de ciclo econômico, repensamos estratégias para crescer e proteger nossos negócios. Olhando para 2026, a escolha entre crédito bilateral e club deal deixa de ser apenas uma questão técnica. Ela vira, sobretudo, uma decisão sobre governança, controle, timing e visão de futuro. Em nossa atuação na Solidum Finance, sentamos à mesa com dezenas de grandes empresas todos os anos e observamos: a escolha certa pode simplificar o balanço, destravar capital e dar fôlego em mercados voláteis.

O contexto atual e por que isso importa

De acordo com análise do BNDES, o estoque de crédito para empresas no Brasil mais do que dobrou nos últimos dez anos. No entanto, o peso do crédito no PIB caiu: de 27% do PIB em 2012 para cerca de 20% em 2019, permanecendo nesse patamar até 2025. Ou seja, há mais crédito disponível em números absolutos, mas acesso e condições se tornaram mais seletivos.

Já o Banco Central mostrou que o crédito empresarial somou R$2,5 trilhões em maio de 2025, um avanço de 0,8%. O acesso existe, mas preferências dos credores e custos mudam com o cenário macro, a taxa de juros, apetite de risco, perfil do setor e a saúde financeira de cada empresa.

Em outras palavras: crédito não é commodity. E a escolha do modelo de estruturação faz toda a diferença.

O que é crédito bilateral?

No crédito bilateral, negociamos diretamente com uma única instituição financeira. O processo é mais simples, envolvemos menos partes e mantemos o controle das negociações. Vamos a um exemplo prático:

Uma empresa de médio porte, planejando expandir unidades, procura uma linha de capital de giro. Se a operação tem ticket até R$50 milhões – e a análise de risco permite –, o crédito bilateral pode ser contratado junto ao banco parceiro habitual, garantindo velocidade e flexibilidade de ajustes no contrato.

Entre as principais características do crédito bilateral:

  • Negociação direta com apenas uma contraparte financeira;
  • Padronização e menor complexidade nos documentos;
  • Agilidade: ideal quando a janela de decisão é curta e o sigilo negociado faz diferença;
  • Maior poder comercial na renovação, já que a relação tende a ser mais próxima.
Menos partes, menos ruído e respostas mais rápidas.

Na experiência da Solidum Finance, o crédito bilateral funciona muito bem para empresas com rating sólido, bom relacionamento bancário e conhecimento profundo das próprias necessidades de funding.

Quando o club deal é preferível?

Club deal significa construir uma operação de crédito reunindo diversos credores articulados. Ou seja, em vez de concentrar risco em um só banco, montamos um “clube” de instituições financeiras ou investidores dispostos a caminhar juntos, compartilhando riscos e condições.

Reunião de negócios com equipe analisando gráficos e discutindo documentos

O club deal surge quando o cheque aumenta, o perfil do risco é mais complexo, ou quando o projeto ultrapassa o apetite de um único banco. Imagine a expansão de uma grande rede varejista, com investimentos superiores a R$150 milhões. A chance de algum credor recuar ou negociar condições onerosas é maior, e a sinergia entre vários players pode suavizar esse impacto.

  • Permite captações muito maiores, ideal para projetos de expansão, M&A ou reestruturação;
  • Mitiga riscos, pois nenhum credor carrega a operação sozinho;
  • Exige maior coordenação e padronização contratual (além de um agente estruturador experiente);
  • Favorece empresas que precisam diversificar fontes e condições de funding.

Ao longo dos anos, vimos operações complexas destravarem apenas após montagem de club deals, com bancos e fundos se unindo para viabilizar condições personalizadas. O papel do agente estruturador é central para garantir alinhamento, timing e confidencialidade.

Em projetos cross-border ou operações estruturadas que exigem envolvimento internacional, o modelo de club deal tende a ser insubstituível.

Club deal e crédito bilateral na prática: critérios para escolher

Transformar necessidades em estrutura de capital depende do tamanho, urgência, perfil de risco e do objetivo estratégico.

  • Valor total da operação: Tickets elevados geralmente exigem club deal; tickets médios possibilitam crédito bilateral.
  • Grau de complexidade: Projetos com cláusulas financeiras sofisticadas, garantias múltiplas ou governança compartilhada favorecem club deal.
  • Agilidade x Governança: Se a empresa precisa fechar rápido e não quer envolver múltiplas instâncias normativas, o bilateral é mais adequado.
  • Discrição: Club deal envolve mais pessoas e pode gerar mais exposição; já o bilateral preserva mais o sigilo.
  • Relação de longo prazo: Empresas com relacionamentos fortes conseguem condições mais ajustadas no bilateral. Onde há disputa simultânea entre credores, o club deal equilibra forças.
O segredo? Diagnóstico preciso e conhecimento de mercado.

Acreditamos que um processo bem conduzido começa pelo diagnóstico financeiro eficiente. Entender perfil de endividamento, projeções de fluxo de caixa e sensibilidade a diferentes cenários de mercado é o primeiro passo para decidir como captar recursos.

Vantagens e armadilhas de cada modelo

Cada formato tem pontos positivos e desafios. O bilateral simplifica contratos, acelera aprovações e facilita o ajuste de garantias. Por outro lado, pode limitar valores e levar a riscos de concentração que reduzem capacidade de negociação futura.

Já o club deal permite operações de funding estruturado mais complexas, dilui riscos e traz condições negociadas em grupo. O lado menos favorável é o tempo exigido para alinhar interesses e fechar contratos, especialmente se não houver clareza no papel de quem lidera a estruturação.

O setor, o estágio do ciclo de negócios e até fatores regulatórios influenciam a escolha. Para empresas abertas a soluções inovadoras, alternativas como debêntures privadas e programas de bridge podem se encaixar tanto em club deals quanto em bilaterais, ampliando opções. Um exemplo disso é o Solidum Bridge 2026, criado para acelerar operações estratégicas e personalizadas.

Moedas brasileiras de diferentes valores empilhadas e espalhadas

Como enxergamos o futuro da estruturação de crédito em 2026

Com a profissionalização nos processos de tomada de crédito e a crescente sofisticação dos instrumentos financeiros, 2026 vem consolidando um cenário em que empresas buscam flexibilidade e alinhamento entre capital e estratégia de crescimento.

O que faz a diferença agora é combinar senioridade técnica, visão personalizada e execução sem ruídos. Na Solidum Finance, estamos ao lado de empresas que querem avançar com governança, controle de cada etapa do processo e independência na negociação das melhores condições.

Se sua empresa precisa de capital para crescer ou reorganizar a estrutura financeira, avalie conosco as opções e siga atualizado sobre os sinais de que sua empresa está pronta para securitização. Chegou o momento de estruturar operações feitas sob medida, sem fórmulas engessadas, para encarar 2026 com confiança e visibilidade de longo prazo.

O crédito certo é aquele que se adapta à estratégia da empresa, não o contrário.

Conheça mais a Solidum Finance e descubra como podemos ajudar sua empresa a estruturar operações de crédito que realmente impulsionam crescimento e eficiência. Fale conosco e transforme seu balanço em uma fonte de vantagem competitiva, preparada para os desafios e oportunidades de 2026.

Perguntas frequentes

O que é crédito bilateral?

O crédito bilateral é uma modalidade em que uma empresa negocia suas condições diretamente com apenas uma instituição financeira. É indicado para operações de valores moderados, quando a agilidade e o sigilo são fatores importantes, além de simplificar processos e contratos.

Como funciona um club deal?

O club deal envolve a formação de um grupo de instituições financeiras ou investidores que se unem para oferecer um crédito maior à empresa. Assim, os riscos e as condições são compartilhados, e a estruturação costuma ser mais elaborada, com contratos padronizados e múltiplos credores participando da operação.

Qual a diferença entre crédito bilateral e club deal?

No crédito bilateral, a negociação e a estruturação ficam restritas a uma única instituição. Já no club deal, há a participação conjunta de vários credores, permitindo operações de maior volume e com riscos distribuídos. Enquanto o bilateral prioriza agilidade e simplicidade, o club deal valoriza a diversificação e a capacidade de captação.

Quando escolher um club deal em 2026?

Em 2026, o club deal deve ser considerado quando o valor da operação for elevado, o projeto possuir grande complexidade, ou quando houver a necessidade de diluir riscos entre diferentes instituições. O club deal é especialmente indicado para empresas em expansão, fusões e aquisições, ou reestruturações financeiras importantes.

Vale a pena optar por crédito bilateral?

Sim, desde que a operação seja de valor moderado, exista relacionamento bancário sólido e a empresa precise de rapidez na contratação, o crédito bilateral é uma excelente opção. Ele traz praticidade, custos reduzidos e poder de negociação, garantindo eficiência operacional para empresas com estrutura financeira organizada.

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Sobre o Autor

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A Solidum Finance é uma boutique de arquitetura de capital. Atuamos com empresas de médio e grande porte, desenhando, estruturando e executando operações financeiras complexas com independência e rigor técnico. Nossa metodologia é orientada a operações de crédito, trade finance, câmbio, garantias, derivativos e mercado de capitais local e cross-border, com controle sobre cada etapa do processo.

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